|
|
|
Edicão 91

Suportes Versáteis
Brilho é a tendência no segmento de papéis finos e
Papel-cartão é adaptado às necessitadas de cada cliente
Por: Maria Edicy Moreira
O Brasil é um dos maiores produtores
de papéis do mundo e, como
em qualquer outro país, os papéis de
alto consumo como sulfite, couché e papel-cartão
respondem pelos maiores volumes da produção.
Em paralelo está o mercado de papéis
finos ou especiais, que apesar de contar com
produção nacional, ainda depende de produtos
importados.
Quando tratamos de papéis diferenciados,
o couché (que alguns definem como
papel especial, outros não) ainda é o mais usado
para a produção de livros, revistas, folhetos,
cartões festivos etc.
Durante décadas sua
superfície brilhante seduzia os consumidores.
Hoje as versões foscas ganham cada vez mais
espaço no mercado. Além disso, começam a
surgir os couché semibrilho como é o caso do
Silk, produzido pela Suzano. Esse papel representa
33% do consumo de couché na Europa.
A Suzano é uma das pioneiras na produção
de couché no Brasil e das primeiras a
produzir papel com baixo brilho (matte).
Além
disso, a empresa oferece papel revestido duplo
coating, com duas camadas de tinta.
O papel-cartão nacional tem forte presença
no segmento de embalagens, inclusive para
alimentos congelados.
A indústria nacional
investiu pesado no seu aprimoramento para
atender às diversas necessidades dos clientes
que vão da indústria de alimentos ao setor de
produtos de beleza.
Depois de desenvolver papéis-cartão capazes
de suportar variações bruscas de temperatura
e resistir à umidade, agora a indústria
trabalha para diminuir a espessura do papel
e aumentar sua resistência.
Segundo, Edgard
Avezum Jr., gerente comercial da área de papel-cartão da Klabin, a tendência no setor é
a redução do peso das embalagens através
de diminuição da espessura do papel-cartão,
visando à economia de materiais.
Isso parece
pouco, mas alguns gramas a menos significam
economia de celulose e redução nos gastos
com transporte, armazenamento.
A diminuição de espessura não pode se
traduzir em perda de qualidade. Por isso, a
indústria investe em tecnologias para que a redução
de espessura não implique perda de propriedades
do papel (que garantem a qualidade
dos alimentos) ou resistência a rasgos.
Um papel resistente a rasgos garante que
os produtos cheguem intactos às mãos dos
consumidores e permite aos fabricantes desses
produtos aumentarem a velocidade das linhas
de envase, ganhando produtividade.
“Nossos
clientes precisam de um papel-cartão que
sem problemas e também que tenham flexibilidade
em relação aos processos de impressão”.
Um exemplo disso é o papel-cartão de
bulky elevado, da Suzano. Apesar da espessura
fina, é rígido e leve, permitindo a produção de
embalagens com a mesma quantidade de celulose,
sem perder a resistência a rasgos.
César Mendes, gerente de grupo de produtos
da Unidade Papel, da Suzano Papel e
Celulose, diz que o lançamento de produtos
inovadores faz parte das estratégias de sua
empresa que, além de atender ao mercado interno, é uma grande exportadora de papéis.
Segundo Avezum, da Klabin, os fabricantes
de papel-cartão não lançam linhas novas
com freqüência porque seus produtos são customizados.
“De acordo com as necessidades
do cliente é realizado um estudo para desen-
volvimento ou otimização do papel-cartão”.
Um exemplo é o papel-cartão utilizado no
Hot Pocket, lanche da Sadia que vai direto do
freezer ao microondas e fica pronto para consumo
em apenas dois minutos. Para viabilizar o
produto, a Sadia necessitava de um papel-cartão
que suportasse altas variações de temperatura
e preservasse o sabor original.
A Klabin desenvolveu um papel-cartão
diferenciado que oferece rigidez e resistência a
rasgos, além da baixa absorção de água, para
tolerar as condições encontradas na cadeia,
tais como envase, armazenamento, distribuição
e consumo. Soma-se a essas características
a superfície apropriada para a impressão.
A flexibilidade dos fabricantes de papel-
cartão em personalizar seus produtos de
acordo com as necessidades dos clientes é
responsável pelo crescimento expressivo do
mercado. A Klabin obteve, em 2005, recorde
na venda de papel-cartão, acumulando 330 mil
toneladas, (9% a mais do que em 2004), com
exportações somando 95 mil toneladas, 27%
a mais do que no ano anterior.
A Suzano também
é grande exportadora de papel-cartão,
com 50% de participação nas vendas externas
e 26% no mercado interno.
Veja a reportagem completa e conheça alguns papéis disponíveis no mercado e suas aplicações na edição 91
voltar
|
|